sobre estas almas que já não sabem, ingênuas,
se é uma canção o que desatam os pássaros
ou se são gritos lamentando a mais nova manhã.
É a volta para casa, algo como um regresso perdido
no semblante desses que passam e refletem
– quase que num gesto solene – através
de seus olhos a cor mais vigorosa da manhã: cinza.
Trazem no peito o odor insidioso das camas
tristes que alugaram. Cheiro não de suor ou de
qualquer colônia mas da agrura de centenas
de mãos e olhos que vagam ferozmente e que pagam
tudo por um sorriso brutal, confusão estridente
de riso e violência, que só pode ser agora.
Chegam em casa, bebem de mais um outro cigarro,
insones, já não tão saciados. A agressividade com
que vomitam e desejam, profundamente, mais um
trago dessa fumaça augusta, vago erro latino e cristalino
a por os pés no centro dessa metrópole selvagem.
tristes que alugaram. Cheiro não de suor ou de
qualquer colônia mas da agrura de centenas
de mãos e olhos que vagam ferozmente e que pagam
tudo por um sorriso brutal, confusão estridente
de riso e violência, que só pode ser agora.
Chegam em casa, bebem de mais um outro cigarro,
insones, já não tão saciados. A agressividade com
que vomitam e desejam, profundamente, mais um
trago dessa fumaça augusta, vago erro latino e cristalino
a por os pés no centro dessa metrópole selvagem.
Sonhamos acordados mais e mais catástrofes...
e não sem direito:
e não sem direito:
há uma gota de sangue em cada esquina.